Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente, descansará. Sl. 91,1

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Histórias de vida - EMEF Irineu Antônio Dresch

O que eu mais gosto

Eu sou Natalha, tenho 14 anos, sou uma pessoa muito doida, isto é o que minhas amigas Aline, Josiane, Eunice e Josiele dizem.
Quando tinha um ano e meio virava minha casa de pernas para o ar, com três aninhos eu sumia e deixava minha mãe doidinha de preocupação, com quatro anos, eu não saía da frente da televisão assistindo a desenhos, até hoje amo desenhos animados. Com cinco ganhei uma festa maravilhosa que nunca esqueci, foi o mais marcante dos acontecimentos da minha vida.
Sou uma pessoa tranquila, tenho muitos amigos e colegas, me dou muito bem com todos os meus parentes, às vezes sou ciumenta, principalmente quando se trata do amor.
Gosto muito de estudar e de fazer amigos, quem quiser ser meu amigo, me leve a qualquer festa, sou uma menina de uma palavra, só não gosto de mentiras, comigo tudo tem que ser às claras, sou sincera e bastante romântica. Moro com meus pais Nilton e Claldely, sempre tive uma vida boa, na medida do possível, nunca me faltou nada do essencial para viver, às vezes entendo que quero o quase impossível, mas não custa tentar, pois quem não chora não mama.
Quando podem meus pais sempre me dão o que eu quero, seja qual for o meu desejo. Sou uma pessoa que graças a Deus não tive sofrimento na vida, até o momento nunca sofri perdas de parentes que sou apegada. Sou muito sentimental com as dores de todos os meus amigos ou conhecidos.
Eu amo morar no sítio porque gosto muito da liberdade de zelar dos animais, do pasto, cuido bastante dos bichos, só não sou muito fã de tirar leite, pois não tenho organismo bom nem paciência bastante para ficar por baixo de uma vaca esperando a boa vontade dela soltar leite. Mas já trabalhei ajudando meu pai a cuidar de plantações de milho, feijão, café e até amendoim. Trabalhava pouco, mas já tive está experiência desde os sete anos de idade.
Gosto muito de ir à beira do rio que tem próximo a minha casa, principalmente com toda minha família, minhas primas e amigas Aline e Josiane, às vezes gosto de ir sozinha para pensar no quanto eu sou feliz e quantas coisas a vida está me dando de bom e proveitoso.
Tenho muitos sonhos na vida, não sou uma pessoa que desiste fácil do que quero, quando me vem na ideia de fazer algo, enquanto eu não consigo eu não sossego. Eu sou um exemplo de pessoa feliz.
Meus pais têm no momento vinte e cinco anos de casamento com muito amor, carinho, simplicidade, paz, companheirismo e lealdade, vencendo as barreiras da vida com uma família linda composta por mim, meus pais, meu irmão Nedisom e minha cunhada que amo muito Gleyci.

N.M.K.

Histórias de vida - EMEF Irineu Antônio Dresch


A fujona
                                              
            Minha história começa quando meus pais se conheceram ainda criança na escola, meu pai tinha doze anos, era um menino muito feio e branco e mamãe tinha oito para nove anos, era uma morena muito bonita.
Eles brigavam muito porque se gostavam, mas não tinham coragem de assumir. Os dois foram crescendo e aquela briga que tanto os atrapalhava se transformou em num lindo amor... Começaram a namorar, ela morava longe, então só se viam de quinze em quinze dias, meu avô era muito rígido e propôs o prazo de um ano para eles se casarem, que era tempo suficiente para arrumarem a casa e o enxoval. Não tiveram noivado. Depois de um longo período de namoro, houve a grande festa de casamento com bastantes convidados, a lua de mel foi na própria casa.
            Deste lindo romance nasceram seis lindas filhas: Cleide, Cristiane, Fabiana, Cleonice, Gleicy e eu, a caçula, as quatro primeiras são casadas e a penúltima está noiva. Minha mãe fala que minha infância foi muito abençoada, o único problema é que eu era muito chorona e não dava sossego a ela, não gostava de mamar na mamadeira, eu era muito arteira, batia nas filhas das minhas irmãs da mesma idade que eu.
            Meu pai tinha um bar, e eu só esperava eles ficarem ocupados para fugir de casa, tinha um lugar que eu gostava de ir quando fugia, era o açougue. Todas as vezes que meu pai ia comprar carne, me levava com ele, então aprendi o caminho e fugia para lá, pois achava bonito ver o açougueiro cortar as carnes. Quando minha mãe dava por conta, o açougueiro já estava me levando de volta. Fui crescendo, e já no primeiro dia de aula empurrei meu coleguinha na lama e levei advertência, minha mãe neste dia brigou muito comigo, eu era daquelas crianças muito rebeldes, ganhava bonecas e as destruía, jogava fora.
Como o tempo não para, cresci e hoje estou com quinze anos de vida e muita saúde, meu desejo é fazer aula de canto e aprender a tocar alguns instrumentos musicais. Minha família e uma dádiva de Deus e todos servimos a Ele, pois só Ele é digno de toda honra e toda a glória.

M.A.S.

Histórias de vida - EMEF Irineu Antônio Dresch


Minha história


Meu pai se chama Divaldo e minha mãe Aleci. Quando criança, meu pai morava no Mato Grosso, logo veio para Ji-Paraná-RO e minha mãe, da mesma forma, veio do Paraná.
Estudaram juntos e começou a nascer um amor. Meu pai, aos 12 anos, pediu minha mãe em namoro e um ano depois, eles fugiram.
Tiveram dois filhos antes de mim. Quando eu tinha oito meses de idade, tive uma doença chamada Hepatite, quase morri. Quando pequenino, eu era um anjinho, mas quando comecei a correr, comecei também a fazer arte junto com meus primos e amigos. Ia escondido tomar banho na represa, montava em bezerros, ia com meu pai ao curral, tirar leite, jogava bola com meus primos. Eu era o menorzinho e o melhor jogador, por isso eles ficavam com raiva de mim e tentavam me bater, mas como eu era muito esperto eu corria e eles jogavam pedras em mim.
Também gostava muito de ver televisão, mas na minha casa não tinha, então eu ia atormentar meus avós porque lá tinha TV, ficava fazendo travessuras e atormentando meu pai até ele comprar uma televisão, isto foi a melhor coisa do mundo naquela época.
Com seis anos eu já ia para escola com minha própria bicicleta, no começo eu ficava chorando querendo minha mãe, mas logo me acostumei, só comecei a gostar de estudar porque eu tinha um grande sonho: ser um bom jogador de futebol e sabia que sem estudos eu não seria nada e ninguém, já tive muitas oportunidades de jogar futebol profissionalmente, mas na é poda não tinha condições financeiras. Meu pai também não deixou, fiquei muito bravo e com ódio do meu pai e aí comecei a fumar e beber bebidas alcóolicas. Só hoje entendo que meu pai queria o melhor para mim.
Parei de estudar, falava para meus pais que o estudo não ia me fazer falta, dizia que queria curtir minha vida, conhecer coisas novas, era muito novo e não dava valor à minha vida. Hoje a valorizo e cuido, mas de mim, pois escapei por pouco da morte, não foi fácil não! Eu não morri porque sei que Deus tem muitas propostas na minha vida, não sei o que é, mas estou tentando descobrir. Sei que é por Deus que estou vivo, pois saí do sítio para morar na cidade com minha avó, fiquei quatro meses lá e nesse período sofri três acidentes, dois de motocicleta e um de carro e em todos eles eu estava alcoolizado.
Voltei a morar no sítio com meus pais, minha mãe pediu para eu voltar a estudar, até que ela me convenceu. Quando voltei a estudar, minha prima Josiele me deu a maior força, ela é como uma irmã para mim, uma querida irmã que infelizmente nunca tive.
Eu não conhecia quase ninguém, apenas alguns amigos continuavam na escola, um deles é o Lucas. Eu só pensava em estudar mesmo, mas conheci uma menina especial, fiquei com ela um mês e hoje vivo por ela, ela é minha luz. Tem uma música que gostamos muito ''Te vivo'', escuto essa música todos os dias e penso nela, penso nos momentos bons que passamos juntos.
           Ela era namorada de um colega meu, depois que terminamos, ela voltou para ele, todos os dias quando chegava no colégio e os via juntos, o meu mundo acabava. Agora eles terminaram e meu amor por ela cresceu. Tenho esperança de voltarmos a namorar.
            No ano de 2012 eu perdi uma pessoa especial, um amigo que se foi, tem pouco tempo que ele faleceu e eu ainda sonho com ele brincando e jogando bola comigo. Seu nome era Rosivaldo, mais conhecido como Rô, uma pessoa que nunca vai se apagar a minha vida, está no meu coração.
            Hoje eu tenho 20 anos, tenho uma família que me ama e eu tenho muitos sonhos para realizar.
M.M.S.


              

Histórias de vida - EMEF Irineu Antônio Dresch


Minha vida

Eu nasci dia 10 de outubro de 1997, às 12h06m, em Ji-Paraná-RO. Sou filho de Silvio Vicente Carvalho e Roseli Ferreira.
Com os cinco anos fui para Jaru, lá era legal eu lembro que eu subi em cima de um galho de árvore e ele quebrou, caí no chão, mas não me machuquei, levei apenas alguns arranhões, logo voltamos novamente para Ji-Paraná.
Quando eu tinha sete anos, estava brincando com uma cadeira de repente caí e essa queda foi grave, pois perdi os dois dentes da frente, ainda bem que eram dentes de leite.
Eu gosto muito de animais, tive uma égua, mas ela sumiu quando eu tinha dez anos, ela apareceu quando eu completei 13 ela com um filhote.
Teve uma vez que eu fui pescar com meu irmão e meu amigo, não tive muita sorte, chegando lá, fui na frente, vi uma caixa de maribondo e voltei deixando meu amigo ir na frente, coitado ele foi ferroado e sofreu muito.
Aos 14 anos morava na cidade, lá eu soltava pipa, jogava bola, jogava bola de gude; gosto de comer bolos, doces e salgados.


L.F.V.C.

Histórias de vida - EMEF Irineu Antônio Dresch


Família ''Pereira e Mariano"

       Minha história começa assim: meus avós paternos vieram do Mato Grosso do Sul no ano de 1972, ambos nem se conheciam, chegando aqui passaram a se conhecer e casaram. Logo tiveram a primeira filha que se chama Léia. Já meus avós maternos vieram do estado do Espirito Santo no ano de 1984, mas eles já eram casados e tinham um filho: Erasmo.
       Muitos anos se passaram Léia e Erasmo cresceram e se conheceram em Ji-Paraná, namoraram e se casaram em Presidente Médici no ano de 1994. Depois de um ano e seis meses de casamento, minha mãe ficou grávida de mim. Nasci de parto normal, acompanhada por uma parteira aqui em Ji-Paraná, porque minha mãe foi pela ideia dos outros e não foi para o hospital, pois não fizera o pré-natal. Graças a Deus nasci perfeita e cheia de saúde.
Logo que nasci, minha mãe se mudou para São Francisco. Quando completei onze meses fomos morar em Rolim de Moura, cinco anos depois voltamos para Ji-Paraná, o tempo foi passando e eu fui para a escola, mas antes minha mãe me ensinava a ler, escrever e aprender os significados das palavras em casa.
Já na primeira série encontrei muitos amigos e inimigos também, mas sempre fui boa aluna na sala, prestava atenção, era muito estudiosa até chegar na sétima série, lá comecei a fazer muita bagunça com algumas amigas e acabei reprovando. Mas o pior estava por vir: meus pais também separaram e isso me deixou abalada e frágil.
No ano seguinte eu repeti a mesma série e fui aprovada, no 9º ano conheci os meus amigos Ygor e Valéria, nós não parávamos um final de semana em casa, íamos para lan house, para o sítio, cinema e principalmente para casa das nossas amigas Fernanda e Milena.
E até hoje fazemos divertidos passeios.


K.P.S.M.